domingo, 13 de abril de 2008

Impulso bom


João de Almeida

sexta-feira, 11 de abril de 2008

Diego Rivera






Não é fabuloso?

Lembro-me que a 1ª vez que vi quadros dele "ao vivo" fiquei tão excitada que só queria, literalmente, respirar e viver aquelas cores e emoções.

Breve, breve, regresso ao The Art Institute of Chicago para me deliciar e emocionar mais uma vez. Looking forward to.

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Boas notícias



Em doenças como Parkinson e Alzheimer, uma das questões centrais prende-se com a identificação dos 'culpados' pela morte dos neurónios que são perdidos nestas patologias. Até há pouco tempo, a presença de aglomerados proteícos no cérebro era a explicação lógica para a morte e mau funcionamento neuronal.

Mas, num estudo publicado na revista PLoS ONE demonstra-se que a morte neuronal pode ter uma explicação mais complexa. Através da aplicação de uma técnica inovadora, os investigadores detectaram a formação de micro-aglomerados proteícos que antes não era possível observar, devido às suas reduzidas dimensões.
A técnica consistiu na complementação da actividade de uma proteína fluorescente através da junção de duas metades não funcionais da mesma proteína."É como se juntássemos duas metades de uma moeda partida ao meio", disse Tiago Outeiro, 31 anos, investigador do Instituto de Medicina Molecular (IMM).

Os investigadores observaram ainda que certas proteínas têm a capacidade de prevenir a formação dos micro-aglomerados observados e assim reduzir a toxicidade que lhes está associada.O estudo poderá abrir novas oportunidades terapêuticas através do desenvolvimento de estratégias para reduzir a toxicidade das partículas tóxicas agora possíveis de observar. A nova técnica poderá permitir estabilizar as proteínas alteradas e dar-lhes a configuração desejada.

São boas notícias para os 70 mil portugueses que sofrem de Alzheimer e para os 20 mil portugueses a quem foi diagnosticada doença de Parkinson.

segunda-feira, 7 de abril de 2008

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Hoje só queria

Um velho calção de banho
O dia pra vadiar
Um mar que não tem tamanho
E um arco-íris no ar
Depois na praça Caymmi
Sentir preguiça no corpo
E numa esteira de vime
Beber uma água de coco

É bom
Passar uma tarde em Itapuã
Ao sol que arde em Itapuã
Ouvindo o mar de Itapuã
Falar de amor em Itapuã

Enquanto o mar inaugura
Um verde novinho em folha
Argumentar com doçura
Com uma cachaça de rolha
E com o olhar esquecido
No encontro de céu e mar
Bem devagar ir sentindo
A terra toda a rodar

É bom
Passar uma tarde em Itapuã
Ao sol que arde em Itapuã
Ouvindo o mar de Itapuã
Falar de amor em Itapuã

Depois sentir o arrepio
Do vento que a noite traz
E o diz-que-diz-que macio
Que brota dos coqueirais
E nos espaços serenos
Sem ontem nem amanhã
Dormir nos braços morenos
Da lua de Itapuã

É bom
Passar uma tarde em Itapuã
Ao sol que arde em Itapuã
Ouvindo o mar de Itapuã
Falar de amor em Itapuã

Vinicius de Morais

Amanhã é dia, ou melhor, noite de




quinta-feira, 3 de abril de 2008

Batalha do Sabugal

Cumprem-se hoje 197 anos sobre a Batalha do Sabugal, que opôs o 2.º corpo do exército francês, dirigido por Reynier, ao exército anglo-luso, directamente comandado por Wellington. Foi o último combate da Guerra Peninsular em território português, ali se decidindo, em definitivo, a sorte das armas. Por incrível que pareça nenhum padrão ou obelisco assinala no local da batalha.
O exército invasor vinha em retirada, em marchas forçadas, espalhando os vários Corpos pela região, e dirigindo-se o 2.º ao Sabugal, ocupando a vila e acampando no sítio do Gravato, dois quilómetros a sul do Sabugal, num alto sobranceiro ao rio Côa, na sua margem direita. Wellington, que lhe vinha no encalço, estabeleceu o posto de comando no cimo do monte do lado direito do rio, frente ao castelo do Sabugal e dali decidiu executar uma manobra que isolasse o Corpo de Reynier do resto do exército francês, destroçando-o. O plano do comandante inglês consistia em entreter as forças napoleónicas com pequenos ataques ao acampamento do Gravato a partir da margem esquerda do rio, enquanto que o grosso das forças executava uma longa manobra de envolvimento, que consistia em atravessar o rio nas Peladas, já perto de Quadrazais para dali avançar sobre o corpo do exército francês, apanhando-o pela rectaguarda. Porém o nevoeiro da manhã de 3 de Abril comprometeu os planos de Wellington, já que a brigada ligeira que fora incumbida de executar uma primeira investida atravessou o rio um pouco acima da vila do Sabugal e avançou a coberto da névoa, assim surpreendendo os franceses que não contavam com a manobra. Quando o nevoeiro se dissipou Wellington viu que a sua pequena força combatia em clara desvantagem porque os franceses haviam-se reorganizado e estavam prestes a rechaçar o ataque. Decidiu então lançar todas as forças de reserva em defesa da sua posição. Após demoradas escaramuças as tropas francesas foram derrotadas, ficando o alto do Gravato e os campos vizinhos juncados de cadáveres, na sua grande maioria de soldados gauleses. A Reynier, com o posto de comando instalado num alto sito a Leste do Sabugal, restou-lhe retirar, obedecendo às ordens do Marchal Massena que reuniu o 2.º, 6.º e 8.º Corpos em Alfaiates, de onde seguiu em marchas forçadas para Ciudad Rodrigo. A batalha do Sabugal, também chamada do Gravato, foi o último dos combates onde ambos os lados lutaram determinantemente para vencer.