sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Sá Carneiro


4 de Dezembro de 1980. Estávamos a ver o telejornal quando, de repente, houve uma interrupção. Depois veio a notícia. O Cessna no qual Sá Carneiro viajava despenhou-se. Depois vieram as imagens em directo de Camarate. Ficámos todos em estado de choque. Incrédulos. Sem querer acreditar. Sá Carneiro tinha morrido.
Tinha uma enorme “paixão política” por Sá Carneiro. Uma admiração pela sua frontalidade, olhos nos olhos, pela sua palavra. Foi uma época, a única, (Ok, era adolescente e tudo, até a política, era mais possível e verdadeiro) em que ia aos comícios, andava nas caravanas, berrava literalmente, slogans.
Fui, com o meu pai, despedir-me no cortejo fúnebre nas ruas e Lisboa.
Não sei se tudo teria sido diferente. Se Portugal seria aquilo em que então acreditávamos. Ficará sempre essa questão.

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