sexta-feira, 15 de maio de 2009

Clostridium difficile

O Clostridium difficile é uma bactéria anaeróbia que faz parte da flora intestinal de cerca de 3% dos adultos e de muitas crianças saudáveis e que vive em equilíbrio com os restantes microorganismos habituais no cólon, os quais constituem a flora intestinal
Cerca de 10 a 30% dos doentes internados estão colonizados por esta bactéria. A utilização frequente de antibióticos leva ao desequilíbrio da flora intestinal e assim estão criadas as condições propícias ao desenvolvimento da diarreia associada ao Clostridium difficile
Nem todas as estirpes de Clostridium difficile ocasionam a doença, também chamada colite pseudomembranosa, pelo aspecto que o cólon apresenta, com falsas membranas na parede intestinal. Só as estirpes produtoras de toxinas estão implicadas na doença, sendo as toxinas A (enterotóxica) e B (citotóxica) as melhor caracterizadas sendo que, algums destas estirpes apresentam virulência aumentada que se reflecte na maior produção de ambas as toxinas e que, no extremo, principalmente em doentes já imunodeprimidos, pode conduzir à morte.


Tal como no caso do H1N1 não é para panicar mas sim para ter os cuidados básicos.

terça-feira, 12 de maio de 2009

b-a-ba do vírus da gripe (influenza)

O vírus da gripe pertence à família Orthomixoviridae. É constituído por ácido ribonucleico (ARN) de hélice simples e de polaridade negativa. Conhecem-se três tipos de vírus da gripe: A, B e C. Só os dois primeiros têm interesse em saúde pública uma vez que o tipo C provoca infecções muito ligeiras. As pandemias são invariavelmente originadas pelo tipo A.
O vírus da gripe tem, predominantemente, uma forma esférica especulada com cerca de 100 nanómetros. As proteínas com a forma de espícula correspondem às duas glicoproteínas de superfície (antigénios de superfície): a hemaglutinina (assim chamada porque reage com as proteínas receptoras dos glóbulos vermelhos, provocando hemaglutinação) e a neuraminidase. A hemaglutinina é quatro vezes mais frequente que a neuraminidase.

Os diferentes subtipos são determinados em função das diferentes proteínas de superfície (H1-H16; N1-N9).
É a segmentação do genoma do vírus que está na origem da sua variabilidade, das suas constantes mutações. Esta variabilidade antigénica e genética pode assumir uma expressão menor (drift), mais frequente, ou mais profunda, mas mais esporádica, correspondente ao aparecimento de um subtipo novo de vírus (shift).

domingo, 10 de maio de 2009

sexta-feira, 8 de maio de 2009

"Cinema de Animação"

No estéril panorama de programação infantil da altura, o "Cinema de Animação" de Vasco Granja era um mundo de sonhos e imagens. Nele "cabiam" todos os géneros de "desenhos animados" e BD e que nos dava a magia do movimento de dois ou três riscos num papel, dois ou três pedaços de plasticina.
Vasco Granja surgia no écran , simpático, com um tom de voz tranquilo e mostrava-nos um mundo novo.
Só agora soube que morreu. Fica a memória.

Transcrevo aqui um texto que diz aquilo que quero dizer:
Uma das boas nostalgias do meu tempo de criança prende-se com a rubrica televisiva, "Cinema de Animação", apresentada pelo inesquecível e carismático Vasco Granja.
O programa "Cinema de Animação" teve o seu início em 1974, logo após a revolução do 25 de Abril e aguentou-se durante 16 anos, até 1990, tendo sido apresentados cerca de um milhar de edições.
Este programa da RTP, iniciado ainda no tempo do "preto-e-branco", primava pela variedade de desenhos animados que passava, apesar do apresentador, especialista de cinema de animação, mostrar uma preferência especial pelas produções dos países de leste, nomeadamente da Polónia, Jugoslávia e Checoslováquia, muitas vezes de características experimentalistas, em contraponto às clássicas séries dos Estados Unidos, nomeadamente da Disney e da Looney Tunes.
Vasco Granja seleccionava filmes de vários países, desde a Europa até ao Japão, incluindo filmes oriundos do Canadá, então muito forte no cinema de animação experimental, nomeadamente de autoria de Norman McLaren, um dos confessos realizadores preferidos do apresentador. A Vasco Granja e ao seu “Cinema de Animação” deve-se também a divulgação e popularidade da série “A pantera cor-de-rosa”, de Friz Freleng e David DePatie, sendo, à custa disso, apelidado de "o pai da pantera cor-de-rosa”.
De todos os bons filmes de animação que eu via no "Cinema de Animação", incluindo a “Pantera cor-de-rosa”, que continua a agradar, mesmo às novas gerações, a série "O Lápis Mágico" foi aquela que mais tocou a minha imaginação de criança.
"O Lápis Mágico", no original "Zaczarowany Olowek", era uma produção polaca, cujos episódios, com cerca de 10 minutos cada, giravam à volta de um menino que tinha como amigo um duende que por sua vez lhe emprestava um lápis com capacidades mágicas, pelo que tudo o que o menino desenhasse se materializava, tanto objectos como animais. O menino tinha ainda um inseparável companheiro, um cão amarelo, muito irrequieto e inteligente, que o ajudava em inúmeras situações.
O lápis mágico só funcionava em situações especiais, normalmente numa perspectiva do Bem mas nunca ao serviço do Mal, principalmente quando alguém se apropriava do lápis ou obrigava o menino a fazer desenhos para uso maldoso.
Esta série de animação, como muitas outras tão características dos chamados países de Leste, não tinha falas e por conseguinte era apresentada sem legendas, mas apenas com música e sons. Apesar disso, as histórias eram de fácil compreensão para as crianças, mesmo as que ainda não sabiam ler e transmitiam valores de alegria, paz e amor, como fazia questão o apresentador.
Apesar da simplicidade da realização, esta série "O Lápis Mágico", tornou-se uma das preferidas da rubrica "Cinema de Animação" e deu azo a muitas e imaginativas brincadeiras. Pessoalmente, fartei-me de romper lápis e riscar paredes e papel na expectativa infantil de ver transformar-se em realidade os bolos, carros, cães e gatos que desenhava. Felizmente, para matar saudades e voltar a divertir, e até para recordar a inesquecível música de abertura, hoje em dia ainda é possível assistir a vários episódios dispersos no sítio YouTube, bastando escrever na caixa de procura o título original, "Zaczarowany Olowek".


in Santa Nostálgia

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Aviões a aeroportos

Cada vez gosto menos de andar de avião e de tudo o que lhe está associado. 1º, partindo do princípio que tudo corre de feiçao (check-in rápido, horário cumprido, etc.), o ar lá dentro torna-se "pesado ao fim de meia-hora, as mãos e os pés incham, desidratamos muito rapidamente (e aqui coloca-se o dilema: se bebo muita água tenho de ir muitas vezes ao WC o que, em voos longos, é uma grandessíssima maçada), não há posição possível, o barulho é enervante, e mais, e mais, e mais.
Agora, quando há escalas pelo meio, e curtas, aí o desespero é total. Já correndo tudo bem (voltamos ao mesmo) a coisa fica bem apertada e já saímos do 1º avião a correr para "apanhar" o 2º com os sacos e malas a balançar e aí vamos pelos tapetes rolantes a acelerar para não perder o connection flight e a "rezar" para que a bagagem também chegue a tempo e não tenhamos que, à chegada, ir para a fila da Lost Luggage. Correndo mal, o 1º voo atrasa, na aterragem fica 1/4 a pairar pois há muito tráfego no ar, aguardamos autorização para aterrar, aterramos, só conseguimos sair do avião após 10 minutos, faltam 5 para o 2ª voo, fazemos um verdadeiro sprint furioso e desesperado pelos vários terminais do aeroporto (sim porque nestes casos, aterramos no terminal A e temos de ir para o terminla Z), chegamos finalmemte ao nosso gate completamente exaustos, encharcados em suor e com dificuldades respiratórias sérias e... cadê o avião? Já foi.
Desta vez para Bremerhaven isto não me aconteceu porque, ironicamente, a tripulação que vinha num voo de Milão, também atrasado, chegou 1 hora depois do previsto. E aqui mudei o meu alvo de ira, em vez de bradar contra o avião (o que se atrasou e o que não esperou por mim), bradei contra a tripulação atrasada (apesar do motivos). Sim, porque nestas alturas é fundamental descarregar em alguém ou alguma coisa, só mesmo para dizer mal ;)
E atenção, que neste blá, blá todo não falei da comida que nos dão lá dentro, cada vez mais um atentado às nossas papilas gustativas e saúde digestiva.

domingo, 3 de maio de 2009

Rafael Bordalo Pinheiro

Fui passar o fim-de-semana a Sintra e, além dos incontornáveis travesseiros da Piriquita, revisitei o museu de arte de moderna. Uma das duas exposições “RAFAEL BORDALO PINHEIRO – DA CARICATURA À CERÂMICA”. É sempre com imenso prazer que vejo obras cujo autor está muito à frente do seu tempo e este é um desses casos. Apesar do kitsch as peças são de um valor estético extraordinário e representam, SÃO, Portugal.

Dear mummy

Apesar das


divergências
discussões
irritações
enervações
más comunicações ou faltas de comunicação
"choques frontais"
saturações
"enchimento de saco"
...


I love you mummy